Resenha do filme: A vida de David Gale
Lançado nos EUA, em 2003, o filme A vida de David Gale, embora um fracasso de público no cinema, mantem um público cativo. Ao abordar um tema controverso, o filme traz uma visão crítica da aplicação da pena de morte na sociedade americana. Outro foco interessante é o papel da mídia, de um lado uma ação investigativa que se contrapõe a uma imprensa sensacionalista.
Com o roteiro brilhante de Charles Randolph, autor de Munique (2005) e A intérprete (2010), e a direção de Alan Parker, com dois Óscar (EUA), por Expresso da meia noite (1978) e Mississippi em chamas (1988); três Globos de Ouro (EUA) por Expresso da meia noite (1978), Mississippi em chamas (1988) e Evita (1996); além de prêmios, só poderia tornar A vida de David Gale, mais um grande best seller.
A vida de David Gale, conta a história de David Gale, um advogado, professor e defensor da abolição da pena capital, que junto com sua amiga, Constance Harraway, tenta provar que a pena de morte, aplicada no EUA, mata inocentes. Acusado de estupro e pela morte de Constance, ele é preso e condenado à morte. Três dias antes de sua execução, David conta com a ajuda de uma jornalista, Elizabeth Bloom, para provar a sua inocência.
O filme é estrelado por Kevin Spacey (David Gale) e Laura Linney (Constance Harraway), ambos ativistas, Kate Winslet (Elizabeth "Bitsy" Bloom), jornalista. Conta, ainda, com a participação de Gabriel Mann (Zack Stemmons), assistente de Elizabeth, Matt Craven (Dusty Wright), ativista e ex-condenado e de Leon Rippy (Braxton Belyeu), um advogado que parece não se importar muito com o caso.
A vida de David Gale é uma obra que não pode faltar na estante dos grandes amantes da sétima arte. Mesmo não sendo um blockbuster, o filme é envolvente e conta com uma boa dose de ação e suspense. Para os conhecedores do universo cinematográfico, uma obra de Charles Randolph, dirigida por Alan Parker, é uma ótima sugestão. Principalmente quando sugere a análise crítica sobre a polêmica da pena de morte.
Espero que este espaço represente todos os aspectos da ILS. Tento registrar aquelas ocasiões que o Cineasta Bertolucci coloca em O Céu que nos Protege [assista meu!]. Afinal a todos os instantes somos acometidos por uma ILS. Espero não decepcionar o escritor Milan Kundera...
02/06/2011
A elite é a maior consumidora de água por pessoa no Distrito Federal
Cerca de 24% da água captada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) não chegam às torneiras do consumidor. Dos quase nove mil litros por segundo coletados pela empresa, dois mil litros por segundo, são retirados dos rios, mas não chegam ao consumidor final. O DF têm um dos mais baixos índices de desperdício do Brasil — a média nacional é de 37,4% —, mas ainda é considerado alto se comparados a países da Europa, onde o desperdício das distribuidoras fica em até 15%. Mas os desperdícios não param por aí, estudos da Agência Regu-ladora de Água e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) apontam que esse índice chegam a 70% nos domicílios.
No Distrito Federal, cidades com predominância de moradores de maior poder aquisitivo, são as que mais consomem água por pessoa. Ceilândia, com 600 mil moradores, tem um consumo de 147 litros por pessoa; Taguatinga, com 258 mil habitantes, 280 litros; e o Lago Sul, com 40 mil, consome 692 litros por pessoa. Este por sua vez consome mais que Ceilândia, Taguatinga, Planaltina e Samambaia que totalizam 1,3 milhões de pessoas e têm um consumo de 657 litros por pessoa.
Matilde Piera Mazoeiro, moradora do Lago Norte, diz que tenta economizar no consumo de água e na conscientização a família em ações como a redução do tempo de banho, colocação de água em baldes para a lavagem dos carros embora a família e os secretários não a levem muito a sério. Matilde observa ainda, que sua preocupação mais recente é com a piscina, pois o motor está 'levando a água', o que aumenta o consumo. Já Aparecida Rosa de Assis Andrade, 40 anos, residente no Gama, diz consumir cerca de 10 metros cúbicos de água por mês. Acha o valor normal, e para economizar preocupa-se com várias iniciativas como os banhos rápidos, não deixar torneiras ligadas, enquanto ensaboa as louças, e evitam lavar a calçada com a mangueira.
Diretor da Coordenadoria de Fiscalização e Constrole de Perdas da Caesb, Alberto Alencar, explica que desvios e ligações clandestinas, 'gatos', furtos são causadores do enormes desperdícios de água, no entanto, que a falta de conscientização e o uso irracional da água são os grandes filões dos desperdícios de água no DF. Ainda segundo Alberto, a Caesb vem desenvolvendo ações para coibir as práticas ilegais por meio de denúncias, fiscalizações leituras e acompanhamentos periódicos bem como realizando campanhas de conscientização popular para conter essa prática.
Mesmo localizado entre regiões hidrográficas que abriga as cabeceiras de três importantes rios do país (Tocantins/Araguaia, Paraná e São Francisco), o DF corre o risco de sofrer com falta de água a longo prazo, justamente pela sua proximidade com as nascentes desses mananciais, que oferecem baixa disponibilidade hídrica.
No Distrito Federal, cidades com predominância de moradores de maior poder aquisitivo, são as que mais consomem água por pessoa. Ceilândia, com 600 mil moradores, tem um consumo de 147 litros por pessoa; Taguatinga, com 258 mil habitantes, 280 litros; e o Lago Sul, com 40 mil, consome 692 litros por pessoa. Este por sua vez consome mais que Ceilândia, Taguatinga, Planaltina e Samambaia que totalizam 1,3 milhões de pessoas e têm um consumo de 657 litros por pessoa.
Matilde Piera Mazoeiro, moradora do Lago Norte, diz que tenta economizar no consumo de água e na conscientização a família em ações como a redução do tempo de banho, colocação de água em baldes para a lavagem dos carros embora a família e os secretários não a levem muito a sério. Matilde observa ainda, que sua preocupação mais recente é com a piscina, pois o motor está 'levando a água', o que aumenta o consumo. Já Aparecida Rosa de Assis Andrade, 40 anos, residente no Gama, diz consumir cerca de 10 metros cúbicos de água por mês. Acha o valor normal, e para economizar preocupa-se com várias iniciativas como os banhos rápidos, não deixar torneiras ligadas, enquanto ensaboa as louças, e evitam lavar a calçada com a mangueira.
Diretor da Coordenadoria de Fiscalização e Constrole de Perdas da Caesb, Alberto Alencar, explica que desvios e ligações clandestinas, 'gatos', furtos são causadores do enormes desperdícios de água, no entanto, que a falta de conscientização e o uso irracional da água são os grandes filões dos desperdícios de água no DF. Ainda segundo Alberto, a Caesb vem desenvolvendo ações para coibir as práticas ilegais por meio de denúncias, fiscalizações leituras e acompanhamentos periódicos bem como realizando campanhas de conscientização popular para conter essa prática.
Mesmo localizado entre regiões hidrográficas que abriga as cabeceiras de três importantes rios do país (Tocantins/Araguaia, Paraná e São Francisco), o DF corre o risco de sofrer com falta de água a longo prazo, justamente pela sua proximidade com as nascentes desses mananciais, que oferecem baixa disponibilidade hídrica.
Homem: ser orgânico digital
Foi-se o tempo em que recebíamos uma carta ou telegrama trazendo boas novas. Uma gravidez, um casamento ou a chegada inesperada de um parente próximo. Ficávamos absortos de alegria, emoção e sobretudo ansiosidade. Aliás, ansiosidade era a palavra chave que norteava os aclives e declives das emoções humanas. Será menino ou menina? Que roupa comprar para ir a festa? A noiva é bonita, feia, rica ou pobre? Eles chegarão de carro, ônibus e a que horas? Essas eram algumas elucubrações, que nos deixavam ansiosos, para saber o quê, como e quando as coisas ocorreriam.
Agora, estamos no século XXI, e muita coisa mudou. Ultra-som antecipa em cinco meses o sexo do bebê. A Net, ha essa Net... Tornou tudo vapt e vupt. É MSN prá lá e prá cá. A mulher anuncia que está grávida e lá está a foto do feto em 3D no Orkut, Facebook. A familharada recebe, a cada minuto, a nova foto do casal em lua de mel, antes mesmo do casamento acontecer: 'estamos de quatro', com a lindeza da vista da Torre Eifel. Nas viagens então, nem se fale: estamos no quilômetro 300, 250, 200, 180.. Haja tantos torpedos, SMS, chats e twitters.
Tanta tecnologia transformando o homem em um verdadeiro ser orgânico digital. Hiper interativo, e muitas vezes recluso do mundo real, em frente as telinhas dos computadores, celulares, TVs, geladeiras e sabe-se lá mais o quê. Atômitos como se esperassem que alguém simplesmente chegasse perto e apertasse a tecla Send.
Agora, estamos no século XXI, e muita coisa mudou. Ultra-som antecipa em cinco meses o sexo do bebê. A Net, ha essa Net... Tornou tudo vapt e vupt. É MSN prá lá e prá cá. A mulher anuncia que está grávida e lá está a foto do feto em 3D no Orkut, Facebook. A familharada recebe, a cada minuto, a nova foto do casal em lua de mel, antes mesmo do casamento acontecer: 'estamos de quatro', com a lindeza da vista da Torre Eifel. Nas viagens então, nem se fale: estamos no quilômetro 300, 250, 200, 180.. Haja tantos torpedos, SMS, chats e twitters.
Tanta tecnologia transformando o homem em um verdadeiro ser orgânico digital. Hiper interativo, e muitas vezes recluso do mundo real, em frente as telinhas dos computadores, celulares, TVs, geladeiras e sabe-se lá mais o quê. Atômitos como se esperassem que alguém simplesmente chegasse perto e apertasse a tecla Send.
A indústria da beleza
Para alcançar o padrão de beleza imposto pela mídia, o mercado disponibiliza diversos recursos. Produtos cosméticos, clínicas especializadas, procedimentos cirúrgicos, salões de beleza, academias e espaços na mídia ilustram o universo criado para atender a eterna busca pela perfeição. Não importa o sexo ou a classe social, sempre há uma solução sob medida, para atender a demanda cada vez mais crescente.
Essa indústria movimenta bilhões de dólares anualmente. O Brasil, em 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), teve uma receita de R$ 24,9 bilhões. No mesmo ano, pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), apontou o País como o segundo no ranking mundial das cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. São mais de 1,7 mil procedimentos realizados por dia.
São investimentos elevados que ainda podem causar danos à saúde. Alguns consumidores que tentam alcançar esse padrão, muitas vezes inatingível, pagam um preço muito alto. Fatores como reações alérgicas, rejeições, erros médicos, automedicação, abusos de exercícios físicos e má alimentação, vitimam inúmeras pessoas todo ano, causando danos permanentes à saúde, sequelas físicas e, em alguns casos, até a morte.
Outro fator importante são os traumas que podem ser adquiridos por alguns consumidores. Transtorno obsessivo compulsivo e outros distúrbios emocionais aumentam as estatísticas das vítimas dessa prática. Situação muito comum entre pessoas que vivem a eterna briga contra a balança, combatendo o ‘efeito sanfona’ ou ainda entre as que desenvolvem o quadro de anorexia, que atinge cerca de 20% dos adolescentes.
A frustração das pessoas gera um ciclo vicioso que alimenta o mercado. Nessa busca frenética pela perfeição, as pessoas nunca estão satisfeitas. Há sempre algo a ser melhorado, modelado, evidenciado ou ocultado. E essa rotina que hoje atinge tanto as mulheres quanto os homens mantém um crescimento médio anual de 10 a 15% desse mercado e faz com que o espelho reflita principalmente o sorriso dessa indústria.
Essa indústria movimenta bilhões de dólares anualmente. O Brasil, em 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), teve uma receita de R$ 24,9 bilhões. No mesmo ano, pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), apontou o País como o segundo no ranking mundial das cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. São mais de 1,7 mil procedimentos realizados por dia.
São investimentos elevados que ainda podem causar danos à saúde. Alguns consumidores que tentam alcançar esse padrão, muitas vezes inatingível, pagam um preço muito alto. Fatores como reações alérgicas, rejeições, erros médicos, automedicação, abusos de exercícios físicos e má alimentação, vitimam inúmeras pessoas todo ano, causando danos permanentes à saúde, sequelas físicas e, em alguns casos, até a morte.
Outro fator importante são os traumas que podem ser adquiridos por alguns consumidores. Transtorno obsessivo compulsivo e outros distúrbios emocionais aumentam as estatísticas das vítimas dessa prática. Situação muito comum entre pessoas que vivem a eterna briga contra a balança, combatendo o ‘efeito sanfona’ ou ainda entre as que desenvolvem o quadro de anorexia, que atinge cerca de 20% dos adolescentes.
A frustração das pessoas gera um ciclo vicioso que alimenta o mercado. Nessa busca frenética pela perfeição, as pessoas nunca estão satisfeitas. Há sempre algo a ser melhorado, modelado, evidenciado ou ocultado. E essa rotina que hoje atinge tanto as mulheres quanto os homens mantém um crescimento médio anual de 10 a 15% desse mercado e faz com que o espelho reflita principalmente o sorriso dessa indústria.
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